terça-feira, 20 de novembro de 2007

Desaparecidos do futebol

Caros leitores, começo hoje uma sessão sobre os jogadores que despontaram em seus clubes como promessas e hoje estão sumidos do futebol e da mídia. Espero que gostem e me ajudem a descobrir onde alguns deles se encontram atualmente.

Renatinho - Atacante

Surgiu com pinta de craque no time do São Paulo campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2000, que contava ainda com Kaká, Julio Baptista, Fábio Simplício e Gabriel. Profissionalizou-se em 2001 e, a partir daí, começou a sumir. Passou pelo São Caetano e Santa Cruz, em 2002, Fluminense em 2003, e ainda por Juventude, Lokeren (Bélgica), Paulista de Jundiaí, Rio Branco de Andrada (MG) e Uberaba (MG). Atualmente Renatinho está com 26 anos e as últimas notícias que encontrei sobre ele é que estava treinando para jogar a série C do Campeonato Brasileiro de 2007 pelo Crac de Goiás.

Quem tiver qualquer informação sobre ele, por favor, deixar um comentário.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Tem coisas, que só o futebol faz pra você


Quem teve a oportunidade de assistir o jogo entre Juventude e São Paulo, ontem em Caxias do Sul, presenciou uma das cenas que só o futebol pode proporcionar. No final da partida, na qual o Juventude vencia por 2 x 0, a torcida da casa começou a gritar “Olé” e a comemorar o resultado como se fosse final do campeonato.

Nada de surpreendente, não fosse a posição na tabela dos dois times. O São Paulo, que foi envolvido em campo pelo grito de “olé”, é, apenas, o campeão antecipado com quatro rodadas de antecedência do Brasileirão desse ano, enquanto o Juventude, cuja torcida entoava o coro e comemorava, é o penúltimo colocado do mesmo campeonato.

Podem dizer que o São Paulo estava na ressaca de campeão, que andou em campo, que não tinha gana de vitória, concordo com todos esses argumentos. Porém, em que outro esporte um time praticamente rebaixado consegue lotar seu estádio e fazer sua torcida cantar, vibrar e torcer como se fossem campeões? Qual esporte proporcionaria uma contradição tão grande como essa em Caxias do Sul? Com certeza nenhum. Por isso o futebol é apaixonante e o esporte mais praticado no Mundo.

Parabéns São Paulo pelo título de campeão nacional e parabéns Juventude, por proporcionar uma das noites especiais, entre tantas outras, desse espetáculo tão fantástico que é o futebol.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O circo chegou na cidade



“... vem à foca com a bola no nariz, tira bota a gente pede bis, o palhaço me deixa tão feliz ...” Quem não conhece o refrão da famosa música da Xuxa? Acho que todos que nasceram na década de 80 já a ouviram pelo menos uma vez. Pois bem, nunca uma música representou tão bem uma seleção brasileira como esta.

A seleção de Dunga é um verdadeiro circo. Malabaristas em campo brincando com a bola como focas amestradas. Todos gostaram de ver Robinho pedalando e fazendo graça, Ronaldinho Gaúcho driblando vários jogadores adversários e o goleiro Júlio César dando um corte no atacante equatoriano dentro do Maracanã. O que ninguém se lembra é que até os 30 minutos do segundo tempo o jogo estava apenas 1 x 0 e o goleiro brasileiro havia feito ao menos duas ótimas defesas.

O time brasileiro que disputa as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 é bagunçado, não tem padrão tático, não tem gana de vencer, o que vale é a brincadeira em campo. É apenas um combinado de jogadores parlapatões. com exceção de um, o meia Kaká, que corre e dribla como os outros, mas com objetividade, rumo ao gol.

Podem me chamar de pessimista, mas jogando esse péssimo futebol, a seleção brasileira corre sério risco de perder pela primeira vez para a Venezuela, equipe sem tradição, mas que, atualmente, está jogando um bom futebol, acertado taticamente e mais objetivo que o nosso.

Hoje todos brasileiros estão extasiados pela vitória de 5 x 0. Felizes da vida por ter goleado em casa, a fraquíssima seleção do Equador. Veremos se continuarão tão animados no decorrer dessas Eliminatórias.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A imbecilidade humana não tem limites !!!



No dia 01 de outubro, ao final da partida entre Santos x Palmeiras pela categoria Sub-14, ocorreu um fato que me causou asco e raiva ao mesmo tempo. O presidente de honra da Mancha Alviverde, Paulo Serdan, pra variar, agrediu gratuitamente o técnico da equipe amadora do Palestra Itália, Márcio Vicente Rodrigues.

Não é novidade para ninguém que conheça um pouco de esporte que Serdan é um idiota movido por emoções e sentimentos mais idiotas que seu próprio criador. Um marginal que vive as custas de uma torcida organizada. No entanto, dessa vez, ele extrapolou todos os limites da imbecilidade.

Ao final da partida, Serdan entrou em campo e desferiu um soco no rosto do treinador palmeirense. Não satisfeito, ainda o chutou duas vezes após ter caído desacordado. Esse ato da pura e nua estupidez humana custou a Márcio Vicente Rodrigues três costelas quebradas e uma fratura no rosto.

Toda essa brutalidade se deu, segundo testemunhas, devido a irritação de Serdan com Márcio após ele sacar seu filho Caíque no intervalo do jogo. O preparador físico do palmeiras relatou que o presidente de honra da Mancha Alviverde disse que “o soco era 'pelo pai', e os chutes 'pelo torcedor'”.

Fico me perguntando. Até quando um bandido como esse – bandido sim, pois um homem que agride outro sem motivo é bandido e covarde – ficará solto pelas ruas? Quando será que a polícia tomará uma atitude severa contra animais como esse? Acho que essas perguntas nunca terão respostas.

E uma última coisa Paulo. Não se esqueça que tem um garoto de quatorze anos se espelhando em você e que carrega o sobrenome Serdan, que seu pai – Michel – levou anos para construir, e mesmo estando no ringue, nunca se envolveu em atos covardes como os seus.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A arte do insulto


No último sábado tive a oportunidade de assistir junto com minha namorada, um amigo e sua companheira o espetáculo de Rafinha Bastos, “A arte do Insulto” no Teatro Crowne Plaza, na Rua Frei Caneca. É uma apresentação de stand-up comedy, ou seja, o humorista de cara limpa no palco munido apenas de um microfone.

O show é hilariante. Rafinha Bastos é engraçado por si só. Ao olhar para ele entrando no palco a platéia já tem vontade de rir, mas deixemos isso de lado, o que improta aqui é o show. O texto utilizado é atual e aborda temas do cotidiano. Alguns mais polêmicos como religião e escolhas sexuais, outros nem tanto, como relações familiares e filas de banco. Porém não há desrespeito a ninguém.

Do começo ao fim os assuntos vão se entrelaçando e o protagonista consegue uma boa relação com o público, tanto que, durante os 50 minutos de espetáculo não vi uma só pessoa sem dar boas gargalhadas.

Indico este espetáculo há todos que gostam de comédia e vivem rindo de qualquer bobeira. Recomendo também que procurem no You Tube alguns vídeos de Rafinha Bastos. Ele tem muitas coisas boas espalhadas pela net.

Para mais informações:
http://www.rafinhabastos.com.br/

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Favoritismo nunca mais


O favoritismo nunca foi aliado da seleção brasileira. Na maioria das competições na qual entrou como favorito ao título acabou fracassando. Basta lembrar, por exemplo, o grande time de 1982, com Zico, Sócrates, Falcão, Chulapa e companhia, e em 1998, com Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo, entre outros.

Por outro lado, algumas conquistas importantes vieram em condições adversas. Nas Copas de 1994 e 2002 as equipes se classificaram com grande dificuldade nas Eliminatórias, chegaram ao Mundial sem qualquer badalação e se sagraram campeãs. Sempre que o time está desacreditado, recebendo fortes críticas da mídia e sem nenhuma perspectiva é quando as vitórias aparecem. E assim se fez novamente nesta Copa América.

O time comandado por Dunga recebeu muitas críticas. Muitos diziam ser um time fraco, sem padrão tático e com jogadores de baixo nível. Concordo em alguns pontos, principalmente sobre jogadores sem cacife para vestir a amarelinha, como Afonso, Doni, Fernando e Helton.

No entanto, a força de vontade, a garra e a união do grupo fizeram a diferença. Essas características saltaram aos olhos na final diante dos Argentinos. Logo contra eles, a seleção com mais raça e brio dentre todas.

Parabéns ao Brasil e, principalmente, aos jogadores brasileiros – em especial Mineiro e Josué, gigantes na marcação do meio campo -, que jogaram com fome de vitória, coisa que faltou aos argentinos.

Se para a seleção brasileira ser campeã é preciso ser criticada e jogar sem o apoio do torcedor, que o time vire “mulher de malandro” e saia vitorioso em todo torneio.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Jules Rimet é roubada novamente


Hoje estava conversando por MSN com um amigo – Marcos Paulo, vulgo “gordo” – quando ele me contou que haviam depredado uma estátua de Pelé em Salvador. Na hora achei que se tratava de mais um ato de vandalismo, coisa habitual em cidades grandes, porém o que mais me chamou a atenção foi à maneira que a estátua foi atacada.

Durante o final de semana, os vândalos arrancaram os braços da peça de bronze instalada próximo ao estádio Octávio Mangabeira, conhecido como estádio da Fonte Nova. Não é comum esse tipo de ação, mas não fiquei tão chateado, pois os membros levados foram os superiores e não inferiores, até porque seria uma grande ironia ver uma estatua do Rei do futebol sem as principais ferramentas de trabalho, as pernas.

Intrigado com esse estranho acontecimento fui em busca de mais informações e, finalmente, entendi a causa real do roubo. Os braços e as mãos de Pelé que foram levadas estavam segurando uma réplica da Taça Jules Rimet (conquistada pelo Brasil no Mundial do México, em 1970), ou seja, o interesse não foi levar uma parte do corpo de Pelé, mas a réplica da taça.

A Taça Jules Rimet, desde 1970, não teve vida fácil no Brasil. Primeiro roubaram e derreteram, no Rio de Janeiro, a original que era feita de ouro, agora, em Salvador, a réplica de bronze também foi surrupiada. Será que farão uma de prata para completar as prateleiras dos colecionadores?

Leia a matéria do roubo na íntegra em